quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Mudar o Foco...

E alguns meses depois que eu fechei as portas do consultório, deixando a fisioterapia por causa da minha lesão na coluna, enquanto ainda não sabia o que seria da minha vida e passava horas e horas dopada, lutando contra a depressão e o medo da "invalidez", aconteceu algo que me faria conhecer um princípio da fotografia antes mesmo de ter uma câmera fotográfica.
Eu acordei cedo pra levar o filhote na escola (desse prazer eu não me furtava, com dor ou não, eu o levava na escola todos os dias) e passei na minha mãe pra tomar café, como fazia todos os dias. Quando ela me olhou, vi que estava com o rosto torto. Pedi pra ela sorrir, o sorriso só abriu de um lado. Pedi pra piscar, só um olho piscou. Me gelei inteira e pedi pra ela levantar os dois braços, ela conseguiu... fiquei aliviada porque se levantasse só um, poderia estar tendo um AVE (Acidente Vascular Encefálico - Derrame).
Liguei pra uma amiga fisio CDF, ela me mandou correr com a minha mãe pro hospital porque aquela paralisia cerebral poderia ser mais do que uma simples paralisia cerebral... gelei de novo. Deixamos o menino na escola e fomos correndo pro Pronto Socorro. Minha amiga estava certa... minha mãe estava com um meningioma, um tumor no cérebro, benigno, mas que teria que ser retirado o mais rápido possível.
Aí começou a luta... o plano de saúde cobriria uma parte, mas precisávamos da autorização, o restante teríamos que pagar... Se o plano de saúde não cobrisse, a família não teria como arcar com tudo. E eu fiquei responsável de cuidar da minha mãe e correr atrás da bendita autorização, já que eu não estava trabalhando nesta época.
O tumor empurrava o cerebelo da minha mãe, além de ter paralisado a face. O cerebelo é responsável pelo equilíbrio e com o passar dos dias, a falta dele já era presente... minha mãe estava com 76 anos, e o tumor a estava debilitando ainda mais.
Com todos os exames prontos, só esperando a autorização do plano... e eles não autorizavam. Cada vez que eu ia até lá, era humilhada, sofria até chacotas dos funcionários. Ouvi várias vezes que o problema da minha mãe não era emergência, que eles passariam sim muita coisa na frente... Riam de me ver sentada lá esperando por mais uma auditoria...
Eu já não aguentava mais... minha cabeça parecia não acreditar no que estava vivendo... Já haviam se passado 2 meses...
Lembro como se fosse hoje, minha mãe não conseguiu passar na porta... a falta de equilíbrio, de noção de espaço, não a deixava acertar o meio, ela batia nas laterais... fui pro quarto e chorei demais... lavei o rosto e fui mais uma vez pra central do plano de saúde.
No caminho, eu agoniada, o farol fechou, eu parei o carro nervosa, acelerada, completamente atordoada. De repente, eu "ouvi" a música que estava tocando no rádio do carro.
"Ele exaltado, o Senhor exaltado no céu..." https://www.youtube.com/watch?v=896EtlCKFLk&list=RD896EtlCKFLk (pra quem quiser ouvir a música)
Comecei a cantar... a cantar... a cantar...
E aí, eu reparei que atrás do sinaleiro tinha um céu lindo!!! E continuei a cantar... e reconhecer a grandeza de Deus! Quem tinha desenhado cada nuance de azul daquele céu... E tudo, tudo o mais... Ele fez perfeito...
Adorando a Deus, eu vi o tamanho do meu PAI... Ele era tão maior que aquela situação!!!
Eu mudei o foco... parei de olhar pro sinal vermelho que fazia estar parada, mesmo tão agoniada... e foquei no céu! Percebi que meu problema pode ser enorme, mas ele sempre vai ser um anão comparado ao Deus que eu sirvo.
Não foi a última vez que fui ao plano de saúde... mas eles liberaram a cirurgia. Os médicos nos prepararam pra uma cirurgia de mais de 12 horas, 7 dias de UTI... Foram 9 horas de cirurgia, 1 noite de UTI, em menos de 1 semana estávamos em casa. Pra honra e glória do Deus que desenhou o céu, e cuida da minha mãe, e cuida de você aí!!!
Eu dei banho, eu ajudei a andar, eu troquei curativo... a minha coluna não lembrou que doía enquanto eu estava com ela... (Nesta época eu comecei a perceber que eu aguentava ficar sem medicamento, não podia estar dopada porque ela podia precisar de mim...)
E saí dessa com uma lição que nunca me deixaria... EU POSSO MUDAR O FOCO. DEPENDE DE MIM, MUDAR O FOCO.
Quando comecei a fotografar, aprendi que onde está o meu foco faz toda a diferença no resultado final da minha imagem. Focar é a ação que me fará mostrar a qualquer pessoa o que eu estou VENDO, inclusive pra mim mesma.
Experimenta mudar o seu foco... a mesma situação pode te dar uma fotografia muito mais interessante...
Tenta ver que além do sinal que ficou vermelho pra você, existe um céu, lindo...
Não esquece, nunca, que lembrar o tamanho do seu Deus, te faz entender, realmente. quem manda na coisa toda, e que perto dEle seu problema é pequeno... Ouse adorar a Deus em meio aos "sinais vermelhos" da sua vida...

Estou sempre à disposição de quem quiser trocar uma idéia comigo, é só enviar um email para fotografaannabotelho@hotmail.com


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

"Deus me carrega no colo..."

Eu tenho o limiar de dor bem alto (com exceção dos dentes... neles eu sinto mais dor, agonia, desespero, medo, do que em qualquer outra parte do corpitcho fofo), consigo suportar dores razoavelmente bem. E, por esta razão, e por ser fisioterapeuta, "travei" a coluna algumas vezes desde a juventude mas eu aguentava e me "tratava", com a ajuda de algumas companheiras de profissão, é claro. Me lembrei de uma vez, na faculdade, um professor me mandar procurar um neurocirurgião porque ele tinha certeza que eu tinha uma hérnia de disco.
Demorei alguns anos pra ir... quase 10 anos, na verdade. E quando fui, já estava com uma dor lancinante. Eu não conseguia ficar sentada por mais de 5 minutos. Lembro de me levantar algumas vezes durante a consulta. Fiz a ressonância, e não era 1 hérnia de disco, eram 3 hérnias, em um estágio bem avançado... Já fui avisada que era cirúrgico, e tinha que ser rápido. Que eu devia procurar o INSS pra me aposentar por invalidez e abandonar a fisioterapia o quanto antes. Fui em mais alguns médicos, e o discurso era o mesmo. Se eu não operasse a dor me deixaria em uma cadeira de rodas em pouco tempo.
Eu tinha contrato de aluguel no consultório onde eu atendia até o fim do ano. O "atestado de incapacidade" veio em março. Eu decidi ir tentando trabalhar, fazendo meu "auto tratamento", tratamento das colega e me entupindo de medicamentos. E ia procurando outros e outros médicos.
Tomava relaxantes musculares super fortes e morfínicos pra suportar a dor. Atendia os pacientes que me restaram pela manhã, e de tarde, completamente dopada, tentava ficar com meu filhote, que na época tinha 5 anos.
As contas iam se acumulando, porque o que eu conseguia ganhar trabalhando não pagava os gastos que tinha. Meu marido tomou conta totalmente das despesas da casa e da minha saúde.
Eu estava com 30 anos... um pedido de aposentadoria por invalidez... muita dor (o que é pior, é que a dor é incapacitante, eu não conseguia mais fazer atividades básicas da vida)... muitas dívidas... E... me apareceu uma "Colite", fui diagnosticada com Retrocolite Ulcerativa Inespecífica. Uma doença sem cura, auto-imune, crônica, que piorava por causa dos medicamentos pra dor. Eu tinha crises horríveis de intestino, cólicas horrorosas (lembra que eu tenho o limiar de dor alto) e eu cheguei a desmaiar algumas vezes. E o mediamento pra Colite, além de muuuuuito caro, fazia cair os cabelos, ainda bem que eu tenho muitos, enfraquecer os dentes, e aumentava as dores no corpo...
De repente, eu olhei pra mim e pensei... o que é isso que eu virei? Eu não lavava meus pés, dirigia com muita dor e curtas distâncias, ajuntava todas as minhas forças pra atender os pacientes que conseguia nas minhas manhãs, sem grana pra nada, cabelos caindo, o corpo todo doendo, não conseguia dar atenção pro meu filho direito porque viva dopada, podia passar dias sem ir ao banheiro ou ir de repente muitas vezes no mesmo dia, podia comer e sentir uma dor horrível e tinha vergonha disso... O que eu virei?
Um dia, uma amiga ligou, eu estava chorando muito porque ela estava grávida, eu queria muito estar próxima dela nesse momento, mas eu não conseguia e isso me machucava demais... eu só disse que estava chorando por causa da situação que estava passando, e ela me disse que eu não havia recebido um milagre porque não sabia orar... que eu devia reivindicar o meu milagre, que era garantido pra mim...
Eu ajoelhei aquela noite... fui orar... e a única coisa que eu conseguia falar era... Pai, eu sei que minha vida está nas melhores mãos, faz a sua vontade na minha vida, eu quero ficar curada, muito, mas antes da minha vontade eu quero a Sua porque sei que é o melhor pra minha vida... Orava em meio à soluços de choro. E tantas vezes, não conseguia dizer nenhuma palavra se quer. Ajoelhava e só chorava...
Uma amiga muito querida, que formou comigo mas trabalhava em outra área, levou o meu exame para um neurocirurgião do círculo de amizade dela. Ele pensou que a dona dos exames era uma senhora de mais de 80 anos... Quando descobriu que era eu, ele quis me ajudar. Foi até o meu consultório, me deixou muito clara a minha condição, a necessidade de deixar realmente a fisioterapia, que meu caso era cirúrgico sim, mas que eu não precisava me aposentar... (pensa no quanto foi bom ouvir isso!!) que ele me ajudaria... Me explicou que eu terei as 5 vértebras que dão mobilidade à cintura, imobilizadas, para sempre... não rebolo mais se operar... (esta é a principal razão de não ter operado até hoje) Me avisou que prestar concursos, que era a minha idéia quando acabasse o contrato do escritório, não era uma boa idéia porque qualquer raio-x, que são pedidos nos exames médicos quando os candidatos são aprovados deletaria a minha condição e eu seria descartada.
Entreguei o escritório... dia 31 de dezembro... chorei muito... era uma sensação de frustração enorme. 5 anos de faculdade, 1 de pós-graduação, 2 técnicas criadas por mim e registradas, consultório montado dispensando pacientes porque eu não conseguia mais atender...
A gente entra na fase dos "por quês". Por que isso aconteceu comigo? Por que então fiz faculdade? Por que? Por que EU?
E nesse desesperado dilema do POR QUE, estava relendo alguns emails que eu enviava pros componentes da equipe de louvor da igreja, toda semana, e num destes emails eu fazia uma comparação. O ourives pega uma pedra bruta e bem feinha de ouro, e esquenta, esquenta muito, pra que ele consiga moldá-la. E eu dizia, em primeira pessoa mesmo, Senhor, eu quero que me deixe passar pelo fogo pra que consiga me moldar como quiser.
A resposta do meu porque... chorei muito, reconheci que estava passando pelo fogo, mas que Ele não tinha me deixado sozinha um só minuto. Eu também não havia me revoltado e afastado. Apesar do tamanho sofrimento. Depois desse dia, mais ainda, eu pedia forças pra dar conta, mas sabia que eu estava nas mãos do grande ourives. Eu precisava ser moldada... (Eu ainda preciso, ainda tenho muito pra mudar nas mãos de Deus)
Os dias "à toa" em casa foram ainda piores... continuei tentando estudar pra concursos, era a única tentativa. Mas eu não conseguia ficar sentada estudando por causa das dores, se tomava a quantidade de remédios que me eram indicados pra suportar a dor proporcional às minhas lesões, só dormia... Comecei a diminuir os medicamentos... e aguentar as dores o máximo pra ficar a maior parte do tempo acordada, medicada eu dormia mais de 18 horas por dia... e eu sou mole pra caramba pra medicamento...
Até que um belo dia, estava eu fazendo algo que faço há anos... procurando fotos de fotógrafos de casamento pra olhar. Eu sempre amei isso! E desde o orkut, eu ficava procurando e procurando, olhando e admirando, fotos de casamento. Resolvi olhar valores de câmeras e cursos. Minha irmã disse que me ajudava comprando uma câmera mais em conta. O marido disse que topava a "loucura" de pagar o curso básico. E eu fui! Depois de muito tempo, senti uma alegria no coração, uma sensação de que ali era meu lugar... Me identifiquei de cara com a professora e ela me abriu os olhos e me apoiou de uma forma que nenhuma palavra do Dicionário Aurélio é capaz de explicar. Uma conhecida da família do meu marido, fotógrafa, que se tornou uma das minhas anjas, me levou a alguns ensaios e casamentos e me deixou fotografar... De repente, eu já recebia pra isso... em muito pouco tempo... dias de curso, fiz meu primeiro book com contrato e tudo mais. Em alguns meses, depois do primeiro curso, um casal de amigos ia casar e me deixou fazer o trash-the-dress deles, sozinha, e pediu pra que o fotógrafo que eles já haviam contratado pro casamento me levasse como segunda fotógrafa... tem foto minha no álbum deles!! Eles gostaram!!! Em menos de 1 ano eu já fotografava meu primeiro casamento com contrato... e muitos books, gestantes, bebês, crianças...
Hoje eu sou FOTÓGRAFA. E sinceramente, sou tão mais eu com a câmera na mão... Eu realmente sinto que só estou completa, quando fotografo...
Quando aquele médico amigo viu um álbum que eu havia fotografado em Pirenópolis ficou encafifado. Eu não podia subir escadas, não aguentaria descer até uma cachoeira e trabalhar, fotografar. Eu não conseguia ficar sentada porque a ultima vértebra lombar e o sacro estão "moídinhos da silva", como eu fazia pra editar e diagramar meus álbuns?... rsrsrsrsrs...
Eu ainda não fui curada... ainda tenho 3 hérnias na coluna lombar, em estágio muito grave. Não posso nem fazer caminhada... rsrsrsr... Tenho fases de muita dor, mas NUNCA DEIXEI DE FOTOGRAFAR NADA!
Eu vim aqui pra te contar isso tudo e dizer... cada um dos casamentos, ensaios, que eu posto são a prova de um milagre! Porque o meu milagre acontece todos os dias! Se eu tivesse reivindicado o meu milagre naquela época, Deus tivesse me curado, agora eu ainda seria fisioterapeuta, e passaria ainda grande parte das minhas noites entrando em sites de fotógrafos pra namorar as fotos de casamento, minha grande paixão.
Eu não tenho um pingo sequer de dúvidas: Deus me vê FOTÓGRAFA. Ele treinou meu olhar com lágrimas, meu corpo com dor, mas meu coração com esperança... E é isso que eu faço ao fotografar... Fotografo com cada lágrima derramada, com cada partizinha que já mostrou que existe através dos incômodos dolorosos, mas principalmente com a esperança de que Deus quer registrar e mostrar à cada casal, que estão iniciando um lar lindo juntos, à cada família o quanto são mais felizes e completos unidos, à cada menina o quanto elas são lindas porque foram feitas por Ele. A fotografia é uma forma de TRAZER À MEMÓRIA AQUILO QUE DÁ ESPERANÇA.
É claro que ás vezes tenho medo... Vou ter que operar... e aí, não fotografo mais bebês por causa da limitação dos movimentos? E meu futuro, como será? Qual será minha qualidade de vida na velhice? Me pego, às vezes, com medo sim... Mas quando me vem isso à cabeça lembro que é Ele quem toma conta de tudo... eu consigo viver um dia de cada vez, confiando...
Eu entendi que eu precisava ESPERAR, CONFIAR e DESCANSAR que Deus sabia o que estava fazendo. A vontade dEle é boa, perfeita e agradável. E muitas vezes a gente não entende...
Eu vivo na total dependência de Deus todos os dias da minha vida... porque por mim mesma, minha capacidade, minha habilidade, é triplamente herniada.

"Deus me carrega no colo..." Literalmente... (muitas vezes não seria capaz de andar com minhas pernas...)


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Eu tenho um Pai!!!!

Passei alguns meses sem escrever... mas agora, insistentemente... mesmo estando muito cansada, eu não consigo dormir. Me lembrei desse cantinho em que escrevi um comecinho de mim, e vim dividir mais um pouco das minhas histórias com Deus.
Como contei no post anterior, aos 11 anos, no dia dos pais, o Coral de Juniores que eu participava iria cantar em homenagem aos pais. Meu pai foi almoçar na minha casa e eu, é claro, o convidei pra ir assistir. Ele me disse então que não iria, que ser meu pai era muito difícil pra ele, que meu pai era Deus.
Uma menina de 11 anos, com a auto-estima baixinha baixinha, ouvir aquilo, era aniquilador. E não, eu não era uma criança terrível, pelo contrário, era pamonha que só! Sem grandes artes, sem nunca ir pra sala da diretora, sem nunca precisar de alguém mandar fazer tarefa, sem graves doenças... mas pra ele era difícil ser meu pai! Fui pro meu quarto e chorei muito... minha mãe veio atrás de mim e me disse: - Filha, presta atenção no que ele te disse. Seu pai agora é Deus! Ela me chamou pra orar, nós ajoelhamos no pé da cama, eu não consegui dizer nada... mas minha mãe, naquele momento, me entregou como filha "terrena" também à Deus.
À partir daquele momento, a minha relação com Deus começou a tomar outro rumo...
Isso aconteceu em agosto... no fim do ano, eu pedi um um perfume pra minha mãe. Já estava ficando mocinha e queria muito ter um perfume... queria um perfume da avon... Minha mãe não podia me dar. Estávamos passando uma fase financeira muito complicada, ela realmente não tinha de onde me dar aquele perfume. Eu lembrei que não poderia pedir pro meu pai... ela então me lembrou daquele dia, daquelas palavras do meu pai, da declaração que agora eu tinha um novo Pai e me disse: - Ele não disse que seu pai é Deus, vamos pedir pro seu Pai! E mais uma vez nos ajoelhamos nos pés da cama. Mas dessa vez eu consegui orar e pedi: - Pai, eu queria tanto um perfume...
Teria uma reunião de fim de ano das senhoras da igreja. Eu sempre ia com a minha mãe nestas reuniões, tinha uma irmã que fazia uma torta com pêssego dentro que era boa demais!! hahahahaha... E eu fui... Entre as brincadeiras teve um sorteio de um perfume, advinha quem ganhou??? Meu Pai me deu!!!
Esta foi apenas a primeira vez... apenas a primeira vez... Muitas vezes Ele usou situações adversas, outras vezes usou pessoas, e em outras tantas o Espírito Santo...
Eu tenho 6 irmãos homens, mais velhos, e tantas vezes, todos eles foram usados por Deus pra ser meu pai. Pagaram minha escola, me deram bronca, me aconselharam, me deram colo... Deus usou também pais de amigas e até meu sogro... Eu sei que Ele usou... Eu senti...
Mas muito mais do que isso, o que vim aqui te contar é que eu tenho um Pai! E tudo o que eu esperava que um pai fizesse por um filho, Deus fez por mim!! Ele me defendeu em situações humilhantes em que eu apenas pensava: eu vou contar pro meu Pai!! Ele me sustentou diversas vezes em que eu só poderia pedir pro meu pai e eu pedia: - Pai eu preciso tanto... Ele me deu presentes... Ele me avalizou... E por tantas e tantas e tantas e tantas vezes, nos vários desertos que atravessei DEUS ME CARREGOU NO COLO! Eu peço com estas palavras: - Pai, me dá colo! Pai, me abraça! E meu coração é inundado por um consolo que palavras não te explicariam...
Cara... eu não sei por quais razões eu estou contando isso madrugada à fora. Cara, eu não sei porque você está aí agora lendo esse texto. Mas meu Pai sabe...

"Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem."
Salmos 103:13