Era a primeira vez que eu estava indo para Wedding Brasil, o maior congresso de fotografia de casamento da América Latina, era 2013. Eu já estava fotografando há quase 2 anos, mas meu coração ainda estava cheio de medos... principalmente relacionados à minha saúde, à minha vida financeira e à minha auto estima não muito alta.
No vôo eu me peguei viajando nestes medos, mesmo estando lendo um livro. (Faço tanto isso... enquanto estou lendo viajo em meus pensamentos e quando dou por mim, tenho que reler toda uma página porque não lembro uma linha do que li!). E fui longe... E meus medos aumentaram... E tomaram conta de mim naquele momento.
Já reparou que a nossa ansiedade, os medos, os problemas, aumentam quando prestamos atenção neles?
Dentre os meus devaneios medrosos e cheios de ansiedade o aviso de atar cintos aparece. O comandante avisa que passaremos por uma área de turbulência. Estávamos passando por uma pequena tempestade. Eu podia até ver alguns raios... Ainda bem não vieram tão perto do avião. Porque eu morro de medo de chuva. Não sei bem o porquê, mas eu tenho muito medo de chuva.
O avião deu algumas boas tremidas. Pela janela, só era possível ver cinza. E então, sem aviso algum, de repente, entrou uma luz linda. O avião voltou ao vôo tranquilo. Como num passe de mágica. Olhei, e vi as nuvens escuras debaixo de mim. A tempestade não havia acabado, mas agora, nós estávamos em cima dela.
Naquele momento Deus me ensinou o que é ter fé de verdade...
Eu entendi que meus problemas não haviam acabado. Eles continuavam lá. Mas dependia da minha fé, acreditar que Deus estava tomando conta de tudo. Deixar minha ansiedade de lado e ver a luz entrando pela minha janela.
Ele pode fazer com que o avião da nossa vida continue o vôo por cima da tempestade. Mas nós temos que deixar a cadeira do piloto pra Ele. Daí, a garantia não é de uma viagem sem turbulência, mas a possibilidade de passar por ela, e vê-la de cima, sem que ela nos amedronte. Isso acontece porque temos certeza da competência do comandante.
Semana passada nós fomos ao mesmo congresso, desta vez, e pela primeira vez, o Thiago foi comigo. Na volta, no vôo novamente, eu me lembrei daquele episódio. E o quanto foi transformador entender a lição naquele dia. Aprender o que é fé, e passar a utilizá-la desta forma, fez toda diferença da minha vida.
Ainda passamos por um monte de turbulência... Tantas vezes eu sinto meu avião balançar. Tenho medo. Aí, consigo passar a direção pro Comandante e posso ver a luz entrando pela janela novamente e a tempestade ficando embaixo porque é a mão dEle quem sustenta o avião da minha vida.

Amei Anna! Concordo: fé é tudo!!!
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